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Isolamento social: entenda as diferenças entre distanciamento ampliado, seletivo e lockdown

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Devido à pandemia do novo coronavírus, o termo isolamento social tem se popularizado como uma das medidas de prevenção ao contágio da doença. Para isso, surgiu uma série de tipos de distanciamento para evitar a aglomeração de pessoas e manter a economia ativa.

Para que você conheça quais são os tipos de isolamento social, suas diferenças e cenários de aplicação, a Comigo preparou um artigo completo sobre o tema. Confira mais detalhes abaixo.

Isolamento social

Como uma das primeiras medidas de prevenção do contágio da COVID-19, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº356/2020, anunciou o isolamento social, também conhecido como quarentena, como uma medida protetiva, prevenindo o crescimento do número de casos e a superlotação de alas hospitalares.

Esse sistema pode ser aplicado por órgãos nacionais, estaduais ou municipais, após a publicação da medida de modo formal — por meio de lei, ato, ou portaria —, que deve ter ampla divulgação nos meios de comunicação. Inicialmente, a quarentena pode durar 40 dias, podendo ser prorrogada por prazo indeterminado a fim de garantir a estrutura e o funcionamento adequado dos meios de saúde.

Distanciamento social ampliado

O distanciamento social ampliado foi um dos tipos de isolamento divulgados no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, no dia 6 de abril de 2020. De acordo com o documento, que orienta como fazer o isolamento social, essa modalidade restringe ao máximo o contato entre pessoas.

Desse modo, todos os cidadãos devem permanecer em suas residências, sem contato social com terceiros. Segundo a pasta, essa medida reduz a propagação da doença. Isso permite que os estabelecimentos de saúde aprimorem suas estruturas de atendimento com os equipamentos necessários para o tratamento dos infectados.

Assim, a medida previne o crescimento acelerado da doença e a superlotação dos hospitais. Porém, o Ministério da Saúde salientou no documento que uma das consequências do isolamento social são os impactos significativos na economia.

Distanciamento social seletivo

Na distância social seletiva, apenas parte da população, a que possui maior probabilidade de contágio ou de desenvolvimento de caso grave da doença, deve permanecer em isolamento social. Nesse grupo, encaixam-se idosos, pessoas com doenças crônicas, hipertensos, obesos e gestantes.

Deste modo, indivíduos sem problemas crônicos com menos de 60 anos podem circular livremente sem restrições. Nessa medida, a intenção é retomar a volta das atividades econômicas, sem expor o grupo de risco, mais propenso a adquirir casos graves.

Entretanto, essa modalidade apresenta algumas desvantagens, já que pessoas assintomáticas — que foram infectadas, mas não apresentam sintomas —, circulam livremente e podem propagar o vírus, principalmente para familiares do grupo de risco.

Lockdown

Mais do que uma recomendação governamental, o lockdown é uma medida imposta por lei ou ação judicial, em caso de uma situação de alto risco à saúde pública. Nessa modalidade, todas as fronteiras e as estradas de entrada e saída de cidades, estados e países são bloqueadas por profissionais de segurança.

Além disso, qualquer tipo de atividade é interrompida, até mesmo os serviços considerados essenciais em outras modalidades, como supermercados, farmácias, postos de gasolina. A diferença entre o lockdown e o isolamento social é que o primeiro é aplicado por um curto período de tempo.

Essa medida tem a finalidade de conter a aceleração do crescimento de casos e dar a possibilidade dos órgãos de saúde se organizarem para adequar sua estrutura de atendimento para as boas condições de saúde. No entanto, o lockdown pode trazer grandes desvantagens econômicas.

Aplicação dos tipos de isolamento social no Brasil

Para realizar a prevenção da propagação do vírus da COVID-19, a maioria dos estados brasileiros atuou de forma autônoma, variando o tipo de isolamento social de acordo com o número de casos registrados.

A maioria dos estados aderiu ao distanciamento social ampliado, permitindo apenas o funcionamento de serviços essenciais nos primeiros meses. Com o tempo, alguns estados, como São Paulo, flexibilizaram o sistema para, assim, retomarem gradualmente as atividades econômicas.

Devido ao alto número de casos de algumas regiões do país, principalmente no Nordeste, algumas cidades tiveram que aderir ao lockdown para frear o crescimento de casos e óbitos pela doença.

Texto revisado pelo Médico Felipe Folco CRM 100694

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